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Jornal do Pampa - 11 de maio de 2011

O Ventríloquo na Fnac

Pais e filhos lotaram o auditório da Fnac, no sábado (dia 19/02) para assisitir a história de Aquiles, o Ventríloquo. O teatro de bonecos, encenado pela Cia. Crakety, remontou as aventuras presentes no mais recente livro infantil de Alcy Cheuiche.
Após o espetáculo, o autor autografou o livro.

Mais informações: www.libretos.com.br

 

ALCY CHEUICHE: 'Para ler e escrever é preciso uma ferramenta essencial da espécie humana: a emoção'
Foto: Marco Nedeff

Gaúcho típico - nascido em Pelotas, criado em Alegrete - Alcy Cheuiche é um dos nomes mais importantes da literatura do Rio Grande do Sul. Autor de livros como "Sepé Tiarajú", "Ana Sem Terra", "O Mestiço de São Borja", "Guerra dos Farrapos", entre muitos outros, o escritor conversou com a revista Escritores do Sul e contou um pouco de sua bela e interessante história de vida.  

 


Qual seu nome completo?

Alcy José de Vargas Cheuiche.

Onde e quando nasceu?
Em Pelotas, Rio Grande do Sul, no dia 21 de julho de 1940, o mesmo dia e mês de Hemingway, meu escritor predileto.

Como você se define?
Hoje? Sou um escritor e ponto.

Como foi a sua infância? Você era uma criança que já costumava ler? Se sim, do que você gostava?
Minha infância foi maravilhosa, em Alegrete, onde cheguei com 4 anos de idade. Meu pai era veterinário do Exército, no tempo da Cavalaria. Ele arrendou uma granja a poucos quilômetros da cidade para produção de leite, mas o que mais produziu foi a felicidade da minha mãe e de todos nós. Ali aprendi a andar a cavalo, a nadar, a subir em árvores, a respeitar a natureza em todas suas manifestações, formas e cores. Não por acaso, o meu livro “O Mestiço de São Borja”, de 1980, é considerado um dos primeiros romances ecológicos do Brasil.
Antes de ser alfabetizado no Instituto de Educação Oswaldo Aranha, ouvia extasiado as histórias contadas pelo meu pai, um fantástico narrador. Aliás, depois fique sabendo que a narrativa oral é uma característica comum dos árabes, em especial dos libaneses. E meu avô emigrou do Líbano, como narrei no romance “Jabal Lubnàn, as aventuras de um mascate libanês”.
Os primeiros livros que li foram de Monteiro Lobato e me acompanham até hoje. Eu tinha sete anos quando ele morreu e chorei como se fosse uma pessoa da minha família. Quando fui à Grécia, fiquei impressionado com o que aprendera em criança nos seus livros, em especial nos romances históricos infanto-juvenis “O Minotauro”e “Os Doze Trabalhos de Hércules”.

E a sua família? Como era?
Meu pai, Alcy Vargas Cheuiche, era um homem enérgico, disciplinador, mas paciente para tudo explicar aos filhos e aos amigos dos filhos. Inclusive, as razões porque participara das revoluções de 1930 e 1932. Era getulista, mas, embora fosse Vargas por parte de mãe, nunca se aproveitou disso em sua carreira. Fanático pela educação e cultura, diplomou-se em medicina veterinária e direito, numa época em que um só diploma era raro. Depois de aposentado, dedicou-se a tarefas comunitárias sem remuneração, tendo presidido a Fundação Educacional de Alegrete por cerca de vinte anos. Criou uma dezena de cursos superiores, entre outras façanhas.
Minha mãe, Zilah Tavares Cheuiche, era uma pessoa inteiramente dedicada à família. Muito inteligente, pouco falava, mas não tinha medo de nada. Aliás, pelo lado dela, sou descendente em linha reta do Coronel João da Silva Tavares, o Visconde do Cerro Alegre, que lutou contra os farroupilhas durante os dez anos da Guerra dos Farrapos, tema de outro romance meu. Eu adorava quando meu pai narrava essas histórias em que os Silva Tavares e os Vargas eram protagonistas, o que foi muito estimulante para a minha vocação de escritor.

O que lhe fez cursar medicina veterinária? Você já pensava em ser escritor nesta época?
Estive entre a medicina veterinária e o direito, porque eram as profissões do meu pai, a quem sempre admirei. Escolhi a primeira porque, aos dezoito anos, eu era um gaúcho de verdade e não queria me separar do campo. Nunca me arrependi dessa escolha. O veterinário me sustentou por muitos anos, até que me tornasse um escritor profissional. E isso impediu que eu enveredasse por caminhos errados na literatura, apenas para sobreviver.
Comecei a escrever na escola e ganhei o meu primeiro prêmio literário aos dez anos de idade. Foi um concurso de redações sobre o “Duque de Caxias” que mobilizou muitas crianças da cidade. O prêmio foi entregue na praça, antes do desfile do “Dia do Soldado”. Nunca deixei de lhe dar valor.
Sim, sempre pensei em ser escritor. Um dia, mal alfabetizado, peguei a máquina de escrever da minha mãe (com a qual ela batia os discursos do meu pai) e iniciei meu primeiro romance. Acho que não passou de quatro linhas.

Como foi a sua experiência na Europa com a bolsa conquistada na faculdade?
Foi na França, onde cheguei com 23 anos, que a minha vocação se firmou para a literatura. Hemingway dizia que “se você teve a sorte de viver em Paris quando jovem, sua presença o acompanhará pelo resto da sua vida”. Essa é uma grande verdade. Paris é muito mais do que a França, é uma encruzilhada universal. E a arte é uma só. Você se prepara para ser escritor, não só lendo bons livros, mas também apreciando pinturas, ouvindo música, indo ao cinema e ao teatro. Descobrir Brecht no Teatro Nacional Popular, onde os estudantes pagavam uma ninharia, foi uma revelação. O mesmo com Buñuel na Cinemateca do Palais de Chaillot. O mesmo com os pintores impressionistas, pois Hemingway já me ensinara que queria escrever como Cézanne pintava.
Durante dois anos, enviei crônicas semanais para o jornal “Correio do Povo”, de Porto Alegre, sob a rubrica: “Cartas de Paris”. Até hoje considero a crônica um exercício fundamental para o romancista. E me orgulho de ter dois livros de crônicas publicados.
Foi em Hannover, na Alemanha, onde também fiz pós-graduação em veterinária, que escrevi minha primeira novela “O Gato e a Revolução”. Naquele momento, tomei a decisão de dar prioridade à literatura, mesmo sacrificando a carreira científica. Não foi fácil, eu tinha 26 anos e já me iniciava na cirurgia experimental de transplantes de órgãos. Mas nunca me arrependi.

Você fez muitas viagens quando trabalhou na Johnson & Johnson. Alguma lhe marcou mais? O que lhe marcou mais neste período de sua vida?
Quando meu livro “O Gato e a Revolução” foi cassado, após o Ato Institucional de dezembro de 1968, comecei a sofrer perseguições na universidade e tive que buscar trabalho em São Paulo. O curioso é que eu era chamado de “comunista e subversivo” em Porto Alegre, o que não impediu uma empresa americana de me contratar. Pragmatas, eles confiaram mais no meu currículo de veterinário.
Além de viver em São Paulo, uma cidade muito profissional e culta, viajei por diversos países a serviço da Johnson&Johnson, tendo feito um estágio de três meses na Bélgica e de um mês na Austrália. Foi voltando da Austrália que visitei a Ilha da Páscoa, cuja descoberta narro no livro “Sepé Tiaraju, romance dos Sete Povos das Missões”, um dos mais conhecidos, com edições em Braille, quadrinhos, e em outros idiomas.

Seus livros já foram muito elogiados em espanhol e em alemão também, pois relatam um Brasil que os estrangeiros não estão acostumados a ver. Fale sobre isso.
Eu acredito, como Tolstoi, “que o universo começa no pátio da nossa casa”. Assim, os temas brasileiros podem agradar leitores de todo o mundo e, se não somos mais conhecidos, os escritores do Brasil, é porque dependemos de agentes literários com experiência internacional (temos pouquíssimos) e tradutores competentes (menos escassos, mas também em falta). Quando viajei pela Alemanha, em 1997, realizando conferências e lançando as versões em alemão dos livros “Sepé Tiaraju” e “Ana Sem Terra” fiquei impressionado com o interesse despertado nas quinze cidades visitadas, inclusive Berlim. A tônica da imprensa alemã foi a afirmativa de que livros como os meus abrem uma porta para a compreensão da literatura e da saga brasileira atual, uma vez que abordam temas históricos e sociais, inclusive com personagens que sofreram com a imigração. É a vantagem dos romances que popularizam esses temas. 

Quando inicia um livro, sabe antecipadamente seu conteúdo, já o planejou na cabeça ou vai construindo-o aos poucos?
O roteiro está na minha cabeça e só começo quando termino o fundamental da pesquisa, o que, às vezes, pode levar até dois ou três anos. Mas nunca me coloco num trilho e sim numa trilha, o que me permite enriquecer o romance, a qualquer momento, com novas situações e personagens.

Você começou imitando alguém? Quem?
Sofri a influência de Erico Verissimo, como os escritores rio-grandenses da minha geração e ainda considero “O Tempo e o Vento” e “O Prisioneiro” como duas obras primas da nossa literatura. A Hemingway já me referi, sendo sua lição principal a necessidade de conhecer a fundo um tema antes de transformá-lo em livro, como é claro em toda sua obra, mas especialmente em “Por quem os sinos dobram?” e “O velho e o mar”. Aliás, Lobato, a quem já me referi, foi tradutor de Hemingway.
Durante o período francês, outros escritores me influenciaram, como Roger Martin du Gard, André Malraux, Exupéry, Sartre e Simone de Beauvoir, Sagan, Pagnol. Muitos, muitos deles, sem citar os mais modernos.

Há algum livro seu que você já amou e hoje não gosta mais, como acontece com alguns escritores? Por que?
Acho que tive muita sorte, como expliquei acima, em poder me sustentar como veterinário. Assim, não aceitei escrever livros pornográficos, que eram muito bem pagos na década de setenta a oitenta, quando vivi em São Paulo. Também não me preocupei em publicar um livro por ano, o que é o erro de muitos, até por necessidade material. Livro é como a gente, tem período de gestação.

Qual o seu objetivo com a escrita?
Contar histórias, como meu pai fazia, só que por escrito. Criar personagesn e dar vida a outros que merecem ser conhecidos, como o índio Sepé Tiaraju, o negro João Cândido e o branco Alberto Santos Dumont, cuja história é mal contada nos livros e nas escolas, ou nem é narrada aos alunos, como no caso do “Almirante Negro”.
Acredito na literatura como caminho ético e estético. E o ato de escrever, como disse alguém, é tanto uma vocação como uma condenação.
Para mim, também, uma ótima maneira de manter o alto astral, o equilíbrio psíquico. Gosto tanto, que até pagaria para escrever. Se me pagam, é ainda melhor.

Quais são, na sua opinião, suas principais qualidades e seus principais defeitos como escritor?
As qualidades acho que são ligadas ao respeito com o tema e com o leitor. Como sempre digo aos meus alunos, é preciso preparar-se para escrever como um atleta olímpico se prepara para competir. Só o talento não basta.
Dos defeitos não vou falar. Os livros são como filhos, não é verdade?

E a sua rotina, como funciona? Você escreve todos os dias? Tem horários próprios para isso? Concilia com facilidade a vida profissional e a vida pessoal?
Não sou escritor de fim de semana. Quando estou escrevendo um livro, reservo para ele todas as manhãs. Antes, quando tinha expediente de outro trabalho a cumprir, era comum começar a escrever de madrugada, acordando cada vez mais cedo. Lembro de um dia que acordei a uma e meia com um trecho do livro na cabeça, levantei e segui escrevendo até às sete da manhã. Tomei café e fui para o outro trabalho. Sou matinal para escrever. O sono me descansa e me inspira.
Hoje só escrevo, traduzo, participo de reuniões do Conselho Estadual de Cultura do RS, faço palestras e dou aulas de oficina literária. Posso organizar melhor o meu tempo, como fiz nos últimos seis meses, em que escrevi um romance e um livro para o público infantil.

E o seu fascínio por Santos Dumont, de onde veio? Sua pesquisa levou muito tempo para ser feita? Você prefere trabalhar com livros como esse ou com ficção?
Meu fascínio nasceu quando li um livro de Santos Dumont, publicado em Paris, em 1904, e cujo original em francês só foi traduzido no Brasil 37 anos depois. Nesse livro, que achei na biblioteca do meu pai, descobri que o nosso inventor já era famoso muito antes do primeiro voo do 14-Bis, pois foi ele quem deu dirigibilidade aos balões. Assim, ao contrário dos irmãos Wright, que fabricavam bicicletas antes de seu pretenso voo com o Flyer, em 1903, Santos Dumont já era reconhecido como aeronauta no mundo todo, desde 1901, após seu famoso voo de balão dirigível em torno da Torre Eiffel.
Outro aspecto que me impressionou foi seu idealismo e sua coragem. Nunca vendeu nenhum dos seus inventos, doou-os todos para o patrimônio comum da humanidade. E nunca contratou pilotos de provas, ele próprio arriscava a vida para provar suas teorias revolucionárias.
Tenho dois livros sobre o “Pai da Aviação”, ambos em edição de bolso, pela L&PM. O primeiro é um romance “Nos céus de Paris” e o outro “Santos Dumont” uma biografia encomendada para a enciclopédia em fascículos, da editora. O romance foi muito mais difícil porque me exigiu uma pesquisa super cuidadosa sobre Paris da Belle Époque, e não se brinca com Paris. Quando Alberto voava em seus balões, o que via lá em baixo? Isso, sem contar que, num romance, é preciso criar diálogos. Para que fossem autênticos, tive que pesquisar nos jornais franceses da época, retirando frases pronunciadas por ele. Um romance histórico precisa recriar também outros detalhes sobre personagens coadjuvantes. Tive que estudar a vida da Princesa Isabel porque foi amiga de Santos Dumont. O mesmo com o jornalista Jean Jaurès, outro amigo dele, que foi assassinado às vésperas da Primeira Guerra Mundial, por ser pacifista. Tudo isso exige muito tempo e paciência. Felizmente eu domino o francês e meus amigos de Paris me ajudaram bastante.

E por Sepé Tiaraju?
Porque o meu primeiro livro, “O Gato e a Revolução”, uma sátira política, tinha sido cassado pela ditadura. Assim, eu queria escrever sobre um tema social que não fosse só meu, e sim, de respeitabilidade universal. Além disso, nunca aceitei as teses colonialistas sobre a incapacidade dos índios. E a “República Guarani” com sua estrutura econômica, social e política, com sua cultura expressa na pedra, na madeira, na música, é um desafio para os que ainda defendem o genocídio do povo guarani. Para os que não aceitam que somos uma sociedade gerada pelo caldeamento de muitas raças que os índios e negros representam a maioria da nossa herança.
Hoje, Sepé Tiaraju é reconhecido oficialmente como herói rio-grandense e brasileiro. As ruínas de São Miguel Arcanjo, cidade missioneira da qual foi prefeito, foram tombadas pelo UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Meu livro deu sua gota d’água para isso, o que me deixa feliz.

Para você, Espanha e Portugal devem desculpas ao povo Guarani? Fale um pouco sobre isso.
Não só desculpas. Na Alemanha existe uma lei chamada “Auschwitz Lüge” (Mentira de Auschwitz) que proíbe qualquer pessoa a mentir, dizendo que não houve o Holocausto dos judeus e outras minorias raciais, pessoas assassinadas aos milhões pelos nazistas. Além disso, a Alemanha investe ainda muito dinheiro para reparar uma pequena parte desse erro monstruoso. Acho que poderíamos ter uma lei semelhante, no Brasil, para os que negam o holocausto dos nossos índios, desde o descobrimento. E Portugal e Espanha deveriam investir para preservar a vida e a cultura dos guaranis e de outros povos indígenas sobreviventes.

Na história nacional e mundial da literatura, quais as personagens mais bem construídas que conhece e por quê?
Ana Terra, de Erico Veríssimo (que me inspirou Ana Sem Terra) continua viva, respirando, levando no ventre um filho do índio Pedro Missioneiro para iniciar uma nova família rio-grandense e brasileira.
Blau Nunes, o gaúcho pobre de Simões Lopes Neto, continua narrando histórias preciosas, exemplo de decência e honra.
O Jagunço Riobaldo de João Guimarães Rosa é um desafio para os que ainda consideram esses párias da história brasileira, Lampião, entre outros, como meros bandidos e assassinos.
Jean Valjean, de Victor Hugo, ainda continua sendo condenado, como todos os miseráveis do mundo, pelo crime famélico de roubar um pão.
A cigana Pilar, de Ernest Hemingway, continua representando toda a mística e personalidade autêntica da alma espanhola.
Muitos mais, muitos mais.

Você acha que para se tornar um grande escritor é necessário trabalho duro, como um “operário da escrita”, ou é uma questão de mero talento?
Acho que já respondi essa pergunta aí por cima. Como dizemos nas oficinas de criação literária: Ars sine scientia nihil est. Ou seja, a arte sem a ciência nada é. Talento é essencial, mas deve ser burilado, como as pedras preciosas.

Quais personagens que já criou que mais se identificam pelas ideias ou como ser humano? Criou-os já se tendo como modelo ou escreveu e se reconheceu apenas depois?
Oswaldo Winterfeldt é uma personagem de ficção, criada por mim, que me apaixona. Quando algum leitor de “O Mestiço de São Borja” pergunta se le é o meu alter ego, costumo responder que não, ele é muito melhor que eu. Não nasceu pronto. Foi evoluindo como ser humano através da vida. Chorei ao descrever a sua morte e me orgulho disso.
O velho Tiovô, do livro “A mulher do espelho” também me encanta. Dou boas risadas quando releio seus diálogos com o sobrinho neto, um engenheiro esquecido de apreciar a vida como ela é. Os nonagenários ainda são raros como personagens da nossa literatura. Inspirei-me, em parte, no meu tio Joaquim Tavares, que morreu com 93 anos, completamente lúcido, sem nunca deixar de amar a vida.
De pura ficção, tenho outros personagens que me tocam muito, como a menina Vavá, de “Lord Baccarat”, mas vamos ficar por aqui.

Você se sente mais à vontade escrevendo crônicas, contos, romances, ensaios. . .o quê?
Sou um romancista, no essencial. São as águas em que nado com maior desenvoltura.
A poesia é também minha companheira. Sempre que posso, digo um verso. Não necessariamente meu. O poeta predileto é Garcia Lorca.

O que o levou a escrever literatura infanto-juvenil?
Uma promessa que fiz a mim mesmo, que só o faria quando tivesse os cabelos grisalhos. Não deu para esperar mais. Experiência de vida e de literatura são essenciais nesse segmento. Escrever para crianças é muito mais difícil do que escrever para adultos, podem ter certeza.

E suas oficinas de literatura? Quando surgiu a idéia e como elas vem sendo? Já pode destacar alguns talentos que por lá passam ou passaram?
Pratico oficinas de criação literária desde 2002. Estou com vinte e um livros na estante dos meus alunos. Entre eles, alguns romances, em que dizem que sou o pioneiro, por ter iniciado em 2003.
A idéia consolidou-se depois de uma visita na PUC-RS ao meu amigo e colega Luiz Antônio de Assis Brasil, um dos introdutores das oficinas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Ele foi generoso comigo, passando-me o essencial do método que, aos poucos, fui adaptando ao meu jeito de pensar e escrever.
Hoje tenho um prazer enorme em ser professor novamente, vocação antiga, da qual fui afastado durante a ditadura.
Alunos de talento tive e tenho muitos. Não vou destacar nenhum, porque são ciumentos, embora muito unidos em seus trabalhos.
Também destacaria alguns livros das oficinas que dirigi como muito bons. Mas, como maestro da orquestra, não posso nomear os que gosto mais.

Você é membro vitalício da Academia Rio-Grandense de Letras e sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores. Na sua opinião, o que essas tantas academias e associações de escritores hoje em dia representam? Qual a importância delas para a literatura e para a socidade?
Entrei na Academia Rio-Grandense de Letras com 46 anos e na primeira reunião fui apresentado ao romancista Dyonélio Machado, cujo livro “Os ratos” morou muito tempo na minha cabeceira. Dyonélio faleceu naquele ano, mas ainda consegui conversar com ele, trocar algumas idéias.
Para mim o mais importante dessa Academia, a única que frequento, é o convívio que tenho tido. De início, apenas com os mais velhos. Agora, também, com os da mesma faixa etária e com os mais moços. Não sei como são as outras academias, mas a nossa tem poucos bens materiais, mas é honesta e digna. E uma curiosidade: nosso atual presidente, em pleno exercício de suas capacidades, tem 97 anos de idade. Francisco Pereira Rodrigues é o nome dele. Um escritor e uma figura humana admirável.
Quanto à AGEs, sou orgulhoso de ter assinado a ata de sua fundação, há 30 anos, porque ela se preocupa com o sucesso de cada um dos seus filiados.

Como você vê as universidades atualmente?
Como sempre vi: sou apaixonado por elas. Universidade significa preocupação com o conhecimento universal. São nossa plataforma de lançamento para a chegarmos a cidadãos do planeta Terra. Utopia? Adoro as utopias.
Existem muitas universidades que não prestam? É só investir nelas.

Defina em algumas palavras:

Amor: raro e genial.
Sexo: verdadeiro, só por amor.
Liberdade: essencial.
Religião: coisa íntima.
Deus: idem.
Inteligência: privilégio.
Burrice: uma praga.
Prosperidade: necessária, mas para todos.
Vida: nosso maior patrimônio.
Morte: sai prá lá.

Qual o sentido da vida para você?
Acordar cada manhã sorrindo e cheio de planos.

Já usou drogas, inclusive bebidas?
Se vinho e cerveja estão aí classificados, sim. E gosto muito, nos momentos que considero certos. Não bebo todos os dias e nunca sozinho.

Qual seu próximo lançamento?
O romance “João Cândido, o Almirante Negro”, dedicado ao centenário da Revolta da Chibata. Editora L&PM. Lançamento previsto para o dia 4 de novembro de 2010 na Feira do Livro de Porto Alegre, minha paixão.
O livro para crianças “O Ventríloquo”, dedicado a esse artista em extinção. Editora Libretos. Lançamento previsto para o dia 5 de novembro de 2010 na Feira do Livro de Porto Alegre, minha paixão.

Gostaria de dizer mais alguma coisa que não foi perguntado ou deixar uma mensagem para os leitores?
Para ler e escrever é preciso uma ferramenta essencial da espécie humana: a emoção.
Quem não é capaz disso, ou coloca em segundo plano esse sentimento, nunca será bom escritor, nem leitor.

 
 

Alcy Cheuiche é o eleito
MÁRCIO PINHEIRO - ZERO HORA
Foto: Mauro Vieira

Um freqüentador da Praça da Alfândega, num estado visivelmente alterado, aborda o homem cercado por câmeras de TV e fotógrafos e diz: - Se me der dinheiro, eu voto no senhor. - Não precisa, já estou eleito.
Foi esse o primeiro contato que o escritor Alcy Cheuiche teve com parte do público com quem ele vai conviver durante os 15 dias da realização da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre. Poucos minutos antes, em um café no Margs, Cheuiche havia sido anunciado como patrono do evento, que começa no próximo dia 27 de outubro. Experiência no cargo ele tem. Foi patrono de feiras do livro de muitas escolas em todo Rio Grande do Sul e das cidades de Alegrete, Caçapava do Sul, Gramado, Gravataí e São Sepé.
- Na Feira do Livro de Porto Alegre, concorri cinco vezes e fico feliz em ser homenageado no ano em que se comemora o centenário de Mario Quintana, um dos grandes incentivadores que tive - disse Cheuiche.
O autor também aproveitou a ocasião para recordar sua relação com a Feira, local onde autografou seu primeiro livro, O Gato e a Revolução, em outubro de 1967.
- Era uma outra Feira do Livro, com uma dimensão bem menor. O desafio agora é expandir o evento mas não deixar que ele perca suas características de uma festa ao ar livre.
Gaúcho de Pelotas - embora considere Alegrete como sua cidade natal -, Alcy José de Vargas Cheuiche nasceu em julho de 1940. Formado em veterinária, começou a escrever contos e poesias na metade dos anos 60, antes de viajar para a Europa, onde fez cursos de pós-graduação na França e na Alemanha.
- Morei em São Paulo, na Europa, mas sempre me considerei um homem do campo. Minhas referências culturais são todas de lá.
E foi no romance histórico que Cheuiche encontrou seu caminho na literatura, com livros como Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões (traduzido para o espanhol e para o alemão e também editado em quadrinhos no Brasil) e Ana Sem Terra (com oito edições no Brasil e uma na Alemanha, onde foi escolhido para representar o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt de 1994).
Além dessas obras, merecem destaque na bibliografia de Cheuiche as novelas Lord Baccarat, A Mulher do Espelho e Nos Céus de Paris - Romance da Vida de Santos Dumont, uma biografia do Pai da Aviação. Seu trabalho mais recente, lançado em 2003, é Jabal Lubnàn - As Aventuras de um Mascate Libanês, romance que narra a trajetória de seu avô.
Morador do bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e casado com Maria Berenice Gervásio Cheuiche, o novo patrono conseguiu conciliar a paixão pela escrita e pela veterinária dividindo com a mulher a direção da revista A Hora Veterinária, publicação especializada que existe há 25 anos.
Ontem, enquanto caminhava pela praça, conversava com ex-patronos - Frei Rovílio e Walter Galvani foram lá para abraçá-lo - dava entrevistas e posava para as fotos, Cheuiche já fazia planos.
- Minha intenção é transformar a emoção em ação. Pretendo me envolver muito com todas as atividades da Feira do Livro.

 

Alcy Cheuiche é o novo patrono da Feira do Livro
Assessoria de imprensa da Feira do livro
Foto: Luiz Ventura

― Bem-vindo, Alcy Cheuiche!

     Com essas palavras, o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), Waldir da Silveira, anunciou o novo patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, que chega a sua 52ª edição neste 2006. O anúncio foi feito durante um café da manhã no Bistrô do Margs, que reuniu jornalistas e outros autores que concorriam ao posto. Airton Ortiz, Carlos Urbim, Fabrício Carpinejar, Jane Tuitikian estiveram presentes e Charles Kiefer, Juremir Machado da Silva, Luiz de Miranda, Luís Augusto Fischer e Neltair Abreu (Santiago) não puderam comparecer.

      Cheuiche agradeceu aos outros patronáveis pela modéstia de haverem se deixado candidatar, explicando que há sempre um acima de todos os homenageados: a Feira do Livro. O autor manifestou seu contentamento em poder desempenhar o papel de anfitrião da Feira no ano do centenário de um querido amigo seu, Mario Quintana.

       ― A emoção tem que ser transformada em ação ― afirmou o novo patrono, destacando a importância de uma luta efetiva pela difusão do amor à leitura. Para ele, a Feira do Livro de Porto Alegre contribui para isso e é um modelo a ser seguido pelo Brasil afora. O caráter popular de ter os livros expostos em praça pública, acessíveis aos freqüentadores, é, segundo Cheuiche, uma característica de valor inestimável que nossa Feira não pode perder.

       O novo patrono ressaltou ainda a importância de estimular crianças e jovens a ter contato com os livros, e agradeceu aos professores que incentivam junto a seus alunos a leitura de autores gaúchos. Terminou com um pedido-lembrete à imprensa:

        ― A Feira está muito mais cultural hoje do que há 20 anos. Procurem dar atenção especial às palestras, conferências e debates que estão programados para acontecer no período da Feira, e não apenas aos lançamentos de livros.

Sobre Alcy Cheuiche
     Depois de ter sido patrono de Feiras do Livro das cidades de Alegrete, Caçapava do Sul, Gramado, Gravataí e São Sepé, Alcy José de Vargas Cheuiche é agora o patrono da maior feira de livros a céu aberto da América Latina: a Feira do Livro de Porto Alegre. Gaúcho de Pelotas, Cheuiche nasceu a 21 de julho de 1940. Aos quatro anos de idade, mudou-se com a família para Alegrete, que considera sua terra adotiva. Foi lá que aprendeu a ler, escrever e amar a vida no campo. O interesse pela literatura foi despertado pelo pai, um grande contador de histórias, e pelas aventuras no Sítio do Pica-pau Amarelo narradas por Monteiro Lobato.
     Durante a Faculdade de Agronomia e Veterinária, que cursou na UFRGS, em Porto Alegre, Alcy já colaborava em jornais universitários com artigos, contos e poesias. Em 1966, enquanto fazia um estágio em Veterinária na Alemanha, escreveu seu primeiro livro de prosa, O gato e a revolução. Em outubro de 1967, o livro era lançado na Feira do Livro de Porto Alegre. Mario Quintana, seu “conterrâneo” do Alegrete, recebeu o primeiro autógrafo.
    A produção de Cheuiche não parou de crescer desde então. Em 1978, a Sulina publicou Sepé Tiaraju: romance dos Sete Povos das Missões. O livro foi considerado o melhor do ano pela Faculdade de Letras de Santa Rosa e traduzido para o espanhol e para o alemão, além de editado em quadrinhos no Brasil.  A primeira edição em espanhol esgotou-se em cinco meses.
    É unânime a opinião da crítica de que foi no romance histórico que Cheuiche encontrou seu caminho na literatura brasileira. Em Ana sem terra, (oito edições no Brasil e uma na Alemanha), o autor uniu seu talento de romancista com uma corajosa pesquisa histórica sobre a reforma agrária. Na Alemanha, o livro foi um dos escolhidos para representar o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt de 1994, tendo recebido calorosa acolhida da crítica especializada. A revista Die welt, na edição de outubro de 1994, destacou: “Escrito em estilo vivo e cativante, o romance de Alcy Cheuiche é uma descoberta para aqueles que procuram uma entrada literária para o maior país da América Latina”.
   
Entre os livros mais conhecidos do novo patrono da Feira estão também as novelas Lord Baccarat e A mulher do espelho. A primeira trata do problema das drogas no Brasil, abordando a figura do traficante que freqüenta a alta sociedade e procura fazer carreira política. Foi o terceiro livro de ficção mais vendido da Feira do Livro de Porto Alegre de 1993. A
mulher no espelho
recorda a saga dos “dezoito do forte de Copacabana”, oferecendo ao leitor uma narrativa em que História e Espiritismo mesclam-se numa trama envolvente.
    Alcy Cheuiche ganhou o prêmio literário Ilha de Laytano com o romance histórico A Guerra dos Farrapos. O livro de crônicas Na garupa de Chronos, publicado em novembro de 2000, ganhou o Prêmio Açorianos 2001. Em 1998, o autor recebeu dois prêmios literários pelo livro Nos céus de Paris - Romance da vida de Santos Dumont: troféu da RBS como o melhor romance lançado na Feira do Livro de Porto Alegre e troféu Laçador, como o melhor livro publicado no sul do Brasil em 1998. Em 2002, pelo conjunto da obra, recebeu do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a Medalha Simões Lopes Neto.
    Cheuiche é membro vitalício da Academia Rio-grandense de Letras e sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores. Na comunicação científica, divide com a esposa, Maria Berenice Gervasio Cheuiche, o cargo de direção da revista A hora veterinária, editada em convênio cultural com a França há 25 anos.

 

  Alcy Cheuiche recebe homenagem na
Feira do Livro de Bagé

O SESC, juntamente com Secretaria de Cultura e a Faculdade de Comunicação da URCAMP, concederam o título de "Incentivo à Literatura" durante a Feira do Livro de Bagé. 
Com dois livros de contos e um romance histórico, a  Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche formou nos anos de 2002 e 2003 com a colaboração da Faculdade de Comunicação da URCAMP duas turmas de contistas.


Lançamento do Livro "Seis contistas de Bagé"

Dia 13, terça-feira, às 20 horas, no Clube Comercial de Bagé, Lançamento do livro "SEIS CONTISTAS DE BAGÉ"
"SEIS CONTISTAS DE BAGÉ" nos revela seis novos escritores, malhados na Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche. Leitura leve e ao mesmo tempo reflexiva. São 24 contos. Dezoito de ficção que retratam nosso modo de ser meridional urbano e pampeano. Seis de cunho histórico onde Bagé, por ser ponto estratégico e fronteira, se relaciona com o Brasil e o mundo. Oitenta e oito páginas de humor, história, fatos do cotidiano e assombração.

AUTORES: Cláudio Falcão, Fabiana Gonçalves, Rafaela Gonçalves Ribas, Sarita Barros, Sonia Alcalde e Yara Mª Botelho Vieira

A Liga Feminina de Combate ao Câncer foi a entidade escolhida para ser beneficiada no dia do lançamento.

Link:http://www.graficametropole.com.br/livraria/catalogo.asp


Alcy Cheuiche na Bienal de São Paulo

O escritor Alcy Cheuiche estará autografando o livro "Jabal Lubnàn - As aventuras de um mascate libanês" na Bienal de São Paulo, nesta segunda feira dia 19 de abril às 19 horas.


Cultura: Quando se volta o olhar às etnias imigrantes

Diário Popular
Hoje (11/11/2003), a partir das 18h, o romancista Alcy Cheuiche lança em Pelotas seu último trabalho, Jabal Lubnàn: As aventuras de um mascate libanês. A obra reúne a mesma técnica do romance histórico utilizada por Cheuiche em publicações anteriores. Nas 176 páginas de Jabal... o leitor encontrará as histórias e fábulas da cultura rio-grandense.
Mas não é só isso. "Utilizei vários arquivos de família", diz o pelotense naturalizado caçapavano, em entrevista por telefone ao Diário Popular. A obra, segundo o autor, é uma leitura dinâmica, pois reúne as aventuras de um mascate (vendedor) durante a Revolução Federalista. "É, sobretudo, uma forma de desmitificar a visão que muitos ostentam sobre os povos imigrantes no Estado", ressalta Cheuiche.
"O imigrante alemão não é, pelo fato de ser de origem germânica, necessariamente nazista", explica ele o enfoque da obra. "Libaneses, portanto, não são, pelo fato de serem descendentes de árabes, seguidores de Saddam Hussein." Os mascates, acrescenta o romancista, também estão valorizados na obra. "Eles faziam as vezes de correio durante a Revolução."
Alcy Cheuiche lança, ainda, outras duas publicações. Estórias e Lendas de Caçapava do Sul e Estórias e Lendas de Bagé. Ambos são fruto de oficinas literárias realizadas por Cheuiche com alunos da Universidade da Região da Campanha (Urcamp). "A forma clássica da oficina literária é oriunda da Inglaterra e da França. Nos dois casos, optei por um método adaptado à região", diz.
Cada um dos alunos escreveu três contos, que estão presentes nas publicações. "A leitura é atraente pelos relatos folclóricos, abundantes nas regiões de Caçapava do Sul e Bagé." As obras buscam, sobretudo, valorizar os talentos que, muitas vezes, estão fora do círculo que "dá as cartas": a capital. "As publicações mostram que existem talentos ainda por serem descobertos no interior do Rio Grande do Sul."
E idade, para a criação literária, não é problema. "Participaram das oficinas alunos de 16 a 70 anos", comenta Cheuiche. Para ele, a idade não é determinante: o que vale a pena é a vontade de escrever. E o olhar regional dos novos contistas está impresso em cada uma das páginas que Alcy lança hoje na 31ª Feira do Livro de Pelotas.
NA BIBLIOTHECA
Logo após o lançamento das obras na Feira, Alcy Cheuiche, acompanhado por Jorge Moraes e Mario Osorio Magalhães conversa sobre produção literária. Será no Salão Nobre da Bibliotheca, às 19h30min, com entrada franca. Vai lá.

Marcus André Bugs - Diário Popular de Pelotas - on-line

Alcy Cheuiche é o patrono da 7ª Feira do Livro O escritor alegretense Alcy Cheuiche é o patrono da 7ª Feira do Livro de Gramado, que está sendo realizada entre 27 de junho e 13 de julho de 2003. Cheuiche foi escolha unânime da comissão organizadora do evento, que levou em conta a popularidade do autor e de suas obras junto aos estudantes de Gramado. O carisma do escritor se explica pela sua participação no Projeto Autor Presente, do Instituto Estadual do Livro, durante a Feira do Livro de 2002. “Cheuiche foi muito atencioso e receptivo, por isso seu nome foi lembrado para patrono desta edição”, diz a secretária de Educação e Cultura, Vera Pante.
Para o escritor, ser patrono da Feira do Livro de Gramado é uma grande honra. “Buscarei valorizar ao máximo o evento”, diz o autor.

Seção de autógrafos

Cheuiche lançou a 2ª edição do livro “Na garupa de Chronos” na 7ª Feira do Livro de Gramado. Vencedor do “Prêmio Açorianos 2001”, a obra é composta por uma seleção de crônicas que veicularam nos principais jornais do Rio Grande do Sul, de 1980 a 2000. Participaram também os alunos da “Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche”, de Bagé com o livro “Estórias e Lendas de Bagé”, de autoria de Ana Maria Delabary, Ana Maria Feltrin, Angelina F. Quintana, Bruno Delabary, Cristiane Betemps, Elizabeth Fagundes, José Brito e Orlando Brasil; Caçapava do Sul com “Estórias e Lendas de Caçapava do Sul” de autoria de Cristina Oliveira, Eneida Marques, Carlos Cassel, Lucas Zamberlan, Luiz Hugo Burin e Remaldo Cassol.
A seção de autógrafos foi realizada no sábado dia 28/06, na rua coberta onde a feira está montada. Muitas pessoas prestigiaram o evento, entre eles o Prefeito de Gramado Pedro Beltolucci, os escritores Luiz Antônio de Assis Brasil e Valeska de Assis, o radialista e escritor Walter Galvani, entre outros amigos.


Serra acima
O escritor alegretense Alcy Cheuiche será o patrono da 7ª Feira do Livro de Gramado, que vai se realizar entre 27 de junho e 13 de julho. Cheuiche foi escolha unânime da comissão organizadora do evento, que levou em conta a popularidade do autor. O sucesso do escritor em Gramado tem origem na sua participação na Feria do Livro de 2002, quando esteve em diversas escola da cidade. Jornal Zero Hora, Segundo Caderno, Contracapa, página 12, terça-feira, de 8 de abril de 2003.

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 2 DE OUTUBRO DE 2002

IEL lança tributo a Alcy Cheuiche
O Instituto Estadual do Livro (André Puente, 318) lança hoje, às 19h, o oitavo fascículo da coleção 'Autores Gaúchos - Nova Série', dedicado a Alcy Cheuiche.
Na obra, a trajetória do autor é recuperada através da literatura produzida ao longo dos anos, e revelada a partir de entrevistas feitas por Walter Galvani, Ivette Brandalise e Tânia Carvalho. Entre os títulos de destaque em sua produção, estão 'A Guerra dos Farrapos', 'Lord Baccarat' e 'Ana Sem Terra'.
Nascido em 1940, Cheuiche formou-se em Agronomia e Veterinária pela Ufrgs em 1962. Em 1985, recebeu o prêmio literário Ilha de Laytano com 'A Guerra dos Farrapos', e, em 1998, duas premiações por 'Nos Céus de Paris'. Já em 2001, 'Na Garupa de Chronos' arrebatou o Prêmio Açorianos 2001. Com livros traduzidos na Alemanha e no Uruguai, o autor é ainda poeta e intérprete de poesia. Em setembro último, foi condecorado pelo governo do Estado com a Medalha Simões Lopes Neto, concedida a personalidades de destaque por suas atuações nos campos da Cultura, Arte, Letras, Educação e Magistério.